Com um elenco de quatro actores, um cenário minimalista e uma encenação bastante enérgica estreou em 1997, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, com a interpretação de Elisabete Piecho, Fernando Ascensão, Maria João Trindade e
Paula Coelho o espectáculo Auto da Barca do Inferno, de Mestre Gil Vicente e encenação de João Carneiro.
Percorremos o país várias vezes e fomos vistos por muitos milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de apreciar a critica social de Mestre Gil Vicente na perspectiva do VicenTeatro.
Embora tenhamos feito outros e variados espectáculos achámos que estava na hora de mudar. Se não o espectáculo, a forma como o contamos. Ou seja, estreámos uma nova versão do Auto da Barca do Inferno.
Continuamos a apostar no respeito pelo texto e na imaginação para a sua interpretação.
Durante estes anos, todos se admiravam quando lhes dizíamos que o espectáculo respeitava o texto na íntegra e que era representado por quatro actores. Agora como será que vão ficar quando lhes dissermos que o texto vai novamente ser respeitado, que vai ser dito na íntegra. Mas que desta feita, em cena, só irão estar dois actores?
Este espectáculo com a duração de aproximadamente cinquenta minutos, tem uma montagem bastante rápida e está pensado para se poder deslocar a espaços não convencionais. A interpretação vai estar a cargo de Helena Macedo, Osvaldo Canhita e de mais uns quantos amiguinhos. A encenação é de João Carneiro.